terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sonho número 17.

Esse foi esquisito. Muito.
Eu estava reunida com algumas amigas quando uma delas me disse que iria fazer uma cirurgia plástica para remover os membros inferiores e deixar que eles se regenerassem depois. Todas ficamos espantadas, perguntando como é que ela poderia fazer isso e qual seria a vantagem. Acredite, até eu fiquei curiosa, porque, do mesmo jeito, ela não nos contou.
Tivemos que nos despedir, pois ela só voltaria dentro de um mês, que era o tempo para a recuperação. Mas não adianta, não aguentei: comecei a seguir seus passos até eu encontrar minha mãe e permitir que ela me levasse ao consultório cirúrgico.
Chegando lá, procurei a colega para tentar dissuadi-la. Porém, acabei não precisando, encontrei-a abismada, em estado de choque e chorando. Perguntei o que havia acontecido e ela me eisse:
- Não posso fazer a cirurgia porque no ultrassom preparatório acharam cinco kitesoof no meu coração e dez no fígado.
Kitesoof (leia-se ''pedras salgadas'') caracterizava uma patologia gravíssima, praticamente sem cura. Quando ela me contou, também quis morrer. Consolei e chorei.
Não foi isso que me fez desistir de minha amiga. Eu segui em frente em busca de uma cura, surgiu-me um plano: iria atrás dos melhores médicos possíveis. E foi isso o que fiz.
A priori, encontrei-me com o Dr. Brown, de Everwood, porém, este não queria me atender. Fiz de tudo, dancei, pulei, contei piada, mas nada o convencia de me ajudar. Tudo bem, segui para o Dr. Abbot, também do seriado (aliás, todos os mencionados aqui são). Ele foi mais gentil e me pagou um almoço, que era um macarrão de iogurte. Enfim, ele disse-me que não havia nada a fazer.
Ainda mais indignada, procurei pelo Jake. Este foi outro considerado burro, mala sem alça ou qualquer outro nome brega. A sua cara sorridente não me serviu para nada, ele também contou que ela iria morrer.
E foi assim que me desanimei profundamente. Andei sem rumo pelas ruas até que me deparei com uma outra velha amiga e contei tudo que aconteceu. Para minha felicidade, ela soltou, grave e alto, um belo ''bem feito''. Eu tenho amigos de ouro.
Finalmente, percebi que estava sozinha sem a colega. Deixei-a falecer e voltei a minha rotina. O pior foi que, o que mais me deixou triste, além do luto, foi o fato de eu ter magoado pela coitada que, no final, ainda não teve seus membros inferiores retirados.

Leve nota: o sonho não é só esquisito, mas também medonho e mais bizarro e sem sentido ainda. Como todos, pode-se dizer, está bem. E, nossa, percebe-se que não sei resumir.

Um comentário:

Bel Humenhuk. disse...

Que medo de ter kitesoofs em mim! /o\
(o plural é assim ou tem que trocar F por VES tipo em inglês?)


Já falei que eu amo os seus sonhos? Já, né? Pois é, eles são os mais legais do mundo todo.